Retrospectiva 2012

Relembre as principais notícias e eventos de 2012.

Música

Trombeteiros do Juízo Final reclamam da falta de oportunidade de empregos após fracasso do evento. "No Réveillon tivemos de tocar em um buffet, no Ceará", lamenta um dos músicos.

Economia

Após cancelamento do evento, filatelistas estimam queda nos valores dos selos do Apocalipse.

Mundo

Paquistão antecipa-se e inicia queima de fogos dois dias antes da virada do ano.

Cinema

Depois do sucesso de audiência do Julgamento do Mensalão, Marcos Valério foi convidado a interpretar Lex Luthor em novo filme do Homem de Aço.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Lévi-Strauss lança manual de etiqueta




“A mitologia ameríndia está repleta de personagens proscritos por não se portarem adequadamente à mesa”, assim o antropólogo francês, Claude Lévi-Strauss, inicia seu manual de etiqueta, A origem dos modos à mesa, lançado no Brasil pela editora Cosac Naify. Escrito de forma leve e bem-humorada, no jargão estruturalista, o livro reúne uma série de dúvidas, dos índios bororos, sobre bons modos à mesa.
Partindo do princípio de que “Não é porque se vive seminu, no meio do Mato Grosso, que se deve usar o garfo de salada na carne”, Lévi-Strauss fornece valiosas dicas aos bororos que pretendem circular pelas mais diversas ocas e sobreviver à saias-justas, sem cometer gafes, pois como afirma no final do livro: “Quando o assunto é etiqueta à mesa, significante e significado estão SEMPRE intimamente relacionados”.
O livro representa um novo passo na carreira do estruturalista francês que, anteriormente, enveredara pelo caminho da culinária exótica, com O Cru e o Cozido (na década de 60, Lévi-Strauss chegou a apresentar um programa na televisão francesa, no qual ensinava receitas ameríndias típicas) e, alguns anos mais tarde, do turismo, com seu Tristes Trópicos – Guia turístico para estudantes de antropologia – até hoje seu maior êxito editorial.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Fabrício Carpinejar deverá ser Sloth em refilmagem de Os Goonies




16 jan. - A Warner Bros. Pictures e a Amblin Entertainment (produtora de Steven Spielberg) confirmaram, nesta semana, a presença do poeta (risos) gaúcho, Fabrício Carpinejar, na refilmagem do clássico de 1985, Os Goonies. Na nova versão Carpinejar (que recentemente foi eleito pela revista britânica, Granta, como um dos 10 escritores mais feios do Brasil) deverá interpretar o simpático monstrengo, Sloth. Richard Donner, diretor do original, se disse impressionado com a semelhança física existente entre o poeta (mais risos) gaúcho e a criatura (fruto da equipe de efeitos especiais da Amblin). O poeta (gargalhadas) se disse orgulhoso pelo convite e declarou em seu twitter: “Sloth gosta de chocolate”.
Ainda no Brasil, a Warner Bros. sondou Zé Dirceu para o papel de Mama Fratelli, o petista no entanto declinou, alegando estar envolvido na adaptação cinematográfica de Memórias do Cárcere. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quem somos nós?


Ao contrário do que você possa imaginar, estimado leitor, o presente texto não é um encômio ao documentário homônimo (produzido unicamente com a força do pensamento), que visava demonstrar como a física quântica pode auxiliar na preparação de uma deliciosa paella. Não. O presente texto pretende apenas saciar a curiosidade de nossos dois leitores, apresentando-lhes os membros que compõem nossa redação.


Barba Ruiva – Iniciou sua carreira no jornalismo e na pirataria sob a alcunha de Barba Negra, contudo uma acusação de racismo, o obrigou a alterar seu epíteto para Barba Ruiva. Trabalhou como repórter policial na extinta TV Tupi, de onde foi expulso após acusações – nunca provadas – de pilhagem. No final da década de 80 apresentou o saudoso talk show, Papagaio de Pirata, nas madrugadas da Rede Globo, no qual recebia convidados do mundo da rapinagem como o perneta Long John Silver e Paulo Maluf. Com seu estilo truculento e sanguinário, Barba Ruiva logo abocanhou o cargo de crítico literário em nosso hebdomadário e sua coluna é, hoje, uma das mais temidas do jornalismo cultural brasileiro.





Juanito Capote – Filho ilegítimo de Archulus Persons (pai de Truman Capote) e Consuela Carillo, uma mexicana que vivia ilegalmente sob a mesa de James Thurber, na The New Yorker, Juanito Carrillo, assume aos 25 anos o sobrenome artístico do irmão famoso e torna-se editor-chefe do boletim informativo do cartel mexicano Los Zetas. Durante anos, Juanito alegou ter sido ele, e não o irmão, o criador do chamado Novo Jornalismo (chegando mesmo a brigar na justiça para provar a autoria do gênero), até que, em 2005, percebeu que criara, na verdade, uma nova receita de guacamole. Em 2007, Juanito Capote muda-se para o Brasil e assume a seção de astrologia da revista Caros Amigos. Atualmente é nosso editor de política imigratória, além de colaborar frequentemente com as revistas Fronteiras – a revista do imigrante ilegal e Sombrero – Revista do Mexicano Estereotipado.


Catulo – Começou sua carreira de ilustrador desenhando pequeninos falos (certamente resquícios de sua herança minimalista) nos banheiros da Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual se formou com honrarias, ao apresentar no curso de Engenharia Cartográfica um suposto mapa da cidade perdida de Atlântida (mais tarde se verificou tratar-se de um mapa de Atlanta, a capital do estado norte-americana da Geórgia – a USP, no entanto, nunca desmentiu o feito de seu aluno). Debuta no mundo da arte ao ilustrar o clássico infanto-juvenil Arnold Friedman – Memórias de um pedófilo e, em 2008, Catulo recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Ilustração, por sua versão ilustrada, destinada aos analfabetos, da Bíblia Sagrada. Cartunista de Paliativo Estético desde sua fundação, Catulo já teve seu trabalho exposto no MASP, no Memorial JK e no quarto da minha esposa.




Um homem de amarelo – Um homem que passou a integrar nossa redação graças ao programa do governo federal que garante cotas às pessoas vestidas de amarelo. Sua coluna doe.














Oscar Wilde – Janota, homossexual e colunista de moda deste hebdomadário digital, Wilde estreou no jornalismo apresentando, ao lado da comediante Joan Rivers, o programa Fashion Police, no qual satirizava as roupas das celebridades. Contudo, um gracejo do escritor irlandês acerca das plásticas de Rivers, alterou os rumos do programa e, alguns meses depois, o autor de Dorian Gray foi substituído pela rotunda Kelly Osbourne. Em 1998, Oscar Wilde envolveu-se em outro escândalo quando foi preso em um banheiro público, de Los Angeles, na companhia do cantor George Michael. A dupla foi acusada de atentado gravíssimo ao pudor e Wilde foi condenado a dois anos de prisão – data deste período a publicação de uma de suas principais obras: Garganta Profundis. Após deixar a prisão, Oscar Wilde, agora uma celebridade no mundo GLS, assume publicamente seu namoro com Lance Bass (ex-integrante da boy band N’Sync) e passa a colaborar com as principais revistas de moda da Europa e Estados Unidos. Buscando fugir dos holofotes, no final de 2010, Wilde muda-se para o Brasil e torna-se um dos principais membros de nossa redação.


Um metafísico – Metafísico que, valendo-se de alguns axiomas, tenta provar a existência deste hebdomadário e da audiência da TV Escola.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

DESAPARECIDO

“Caros amigos, 
Meu marido desapareceu há dezessete anos, enquanto tentava retornar à Ítaca. Atende pelo nome de Ulisses e foi visto pela última vez tentando inscrever seu carro alegórico no carnaval de rua de Tróia. Temo que tenha se perdido no inferno (ele costumava, quando varão solteiro e astucioso, freqüentar um bar nessas redondezas). Ele sofre de sérios problemas mentais e, quando não toma sua medicação corretamente, julga-se capaz de falar com os deuses. Tenho esperanças de que bons ventos ainda o trarão de volta – afinal, quem vai pagar a faculdade de Telêmaco? Qualquer informação sobre o paradeiro de Ulisses é bem-vinda” Penélope

domingo, 19 de agosto de 2012

Volume reúne correspondência de Espinosa inédita no Brasil


O filósofo holandês, Baruch de Espinosa, trocou uma extensa correspondência, ao longo de sua vida, com os principais intelectuais de seu tempo, de geômetras a barbeiros-cirurgiões. Estas cartas (por muitos estudiosos consideradas essenciais para a compreensão do pensamento do filósofo) até então estavam indisponíveis ao público brasileiro, no entanto a editora Martins Fontes juntamente com a professora de filosofia Marilena Chauí pretendem reverter essa situação: em setembro deve chegar às livrarias brasileiras o volume reunindo a correspondência completa do pensador holandês. Nossa redação conversou com os tradutores e teve acesso aos originais, desta feita, enquanto o livro não é lançado, oferecemos a vocês, em primeira mão, algumas dessas cartas.
Ao final da postagem o leitor encontrará um pequeno glossário de termos iídiches gentilmente elaborado pelo Rabino Berkowitz (sob a módica quantia de 50 reais por caractere).


CARTA Nº 3
(sem data; provavelmente entre agosto e setembro de 1661 – ou 1654)


Ao mui nobre e sábio Gottfried Leibniz

Ilustríssimo senhor,

Podeis julgar por vós mesmos quão grata é para mim vossa amizade, desde que vossa modéstia permita que vos volteis para vossas inúmeras qualidades – dentre as quais, nobre amigo, não está inclusa, infelizmente, vossa caligrafia. Deveis aprimorá-la urgentemente, do contrário será impossível continuarmos a correspondermo-nos. Recordai que mamãe lê toda correspondência que recebo – os hieróglifos (sic) de sua última carta, sobre as Mônadas, foram interpretados por mamãe como “gônadas”, o que quase lhe causou uma apoplexia e me deixou uma semana de castigo, impedido de brincar com meus postulados. Pedíeis também, em vossa epístola, que vos comunicasse o que penso sobre o infinito. Fá-lo-ei de bom grado, meu amigo.
A questão do infinito sempre pareceu dificílima para todos, até mesmo inextricável, porque rejeitaram a possibilidade de satisfazer-se com seu kike, ao invés de desperdiçarem suas vidas com estas discussões estéreis. A questão que realmente exige nosso empenho e lume é a que diz respeito a como conquistar o coração e o conatus da bela shiksa que conheci ontem. Mamãe e eu voltávamos de um tedioso Bar Mitzvah, quando minha rotunda progenitora expôs a necessidade de novas anáguas. Irritadiço (mamãe não mo permitira comer em demasia no Bar Mitzvah) a acompanhei a uma alfaiataria qualquer e foi lá, prudente amigo, em meio à chiffons, rendas e musselinas, que vi a bela gói (e que gracioso busto, meu – provavelmente – excitado amigo, tive ímpetos de penetrar-lhe o conatus). Felizmente mamãe nada percebeu – ela jamais permitiria que eu sofresse uma afecção, no baixo ventre, provocada por uma shiksa.


CARTA Nº 71
(Amsterdam, 20 de outubro de 1663)

Ao mui sábio e cultivado René Descartes

Meu excelente amigo,

Recebi duas cartas tuas, uma de 11 de setembro (que me foi entregue por nosso ébrio amigo, G. A. Heineken) e outra de 20 de março (enviada de Leyden por um pombo correio). Ambas me encheram de alegria, sobretudo porque compreendi que sou um filósofo superior a ti (aceitaste, finalmente, o fato de minha Ética figurar na lista dos mais vendidos, do The Netherlands Times, ao passo que teu fastidioso Discurso sobre o método para bem conduzir a razão na busca da verdade dentro da ciência recebeu apenas uma nota em um jornaleco parisiense – tão ínfima que comportou apenas o título de sua obra). Não esmoreças, aborrecido amigo, teu tratado revelou-se uma cura aos insones. Contudo preocupam-me algumas de tuas declarações.
Confessaste, na última epístola, que tens evitado, há algumas semanas, deixar o leito posto que duvidas da existência, não só de teu aconchegante quarto, como de tuas confortáveis pantufas. Afirmaste ainda que julgas que todas estas coisas não passam de falsas percepções, elaboradas por um Gênio Maligno, disposto a iludi-lo continuamente (“um gênio maligno, que é ao mesmo tempo sumamente potente e enganoso, empregue todo seu talento para lograr a mim. Vou acreditar que o céu, o ar, a terra, as cores, as figuras, os sons e todas as demais coisas externas são nada mais do que ilusões de sonhos, que esta criatura emprega para me iludir”). Consideradas as premissas por ti apresentadas, meu esquizofrênico amigo, concluo que tu não passas de um shkotz, um desatinado. Desconfio de que, durante tua estadia em minha querida Amsterdam, estiveste em um dos nossos afamados coffeeshops (mamãe me fez prometer que eu jamais poria os pés neste tipo de estabelecimento), onde exóticas ervas são consumidas, provocando o turvamento da razão, semelhante ao descrito por ti, meu lunático amigo.
            Deixo-te agora na companhia de ton ami, Gênio Enganador, porque tenho importantes afazeres (lamento informá-lo, ilustre senhor, contudo a Holanda continua se mostrando mais do que uma percepção enganosa, infelizmente): prometi ajudar mamãe com os preparativos para o Chanukah.


1 Esta é, talvez, a carta mais importante da correspondência espinosana. Nela o filósofo refuta a                                                                teoria do conhecimento cartesiana, exposta nas Meditações.



Glossário

KIKE: diminutivo carinhoso para pênis.
SHIKSA: rapariga não judia.
SHKOTZ: doido, sem miolos.

Epístola ao Leitor

Nos últimos meses, enquanto os brasileiros tinham os olhos voltados para seus televisores (e as mãos voltadas para o baixo ventre), onde ocorria a final do Concurso Musa da CPI, entre a advogada Denise Rocha e o senador Demóstenes Torres, e nas universidades federais, em toda extensão da Terra Brasilis, professores e servidores paralisavam suas atividades decretando uma greve com slogans capazes de levar às lágrimas o mais empedernido bolchevique e deixar insone o mais frio e pródigo burguês, nós, de Paliativo Estético, trabalhávamos incansavelmente, selecionando cada sentença, cinzelando arduamente cada mesóclise, para levar até você, caro leitor (isto é, mamãe), o melhor do jornalismo cultural brasileiro. Assim, após o longo período de silêncio imposto a nossa redação – nosso editor-chefe era mudo – e encerrado o dispendioso processo por intoxicação alimentar, do qual fomos alvos, retornamos dos porões da imprensa nacional, inteiramente reformulados, contando, agora, com um seleto grupo de redatores, colaboradores de renome internacional, um poeta parnasiano e a mais aguardada coluna do jornalismo nacional.                Comunicamos, contudo, com grande pesar que, nesse extenso período em que nossa redação se viu imobilizada, apareceram alguns incautos imitadores, que tentaram macular a (inexistente) reputação deste hebdomadário digital. Não se deixe enganar, prezado leitor, só o Paliativo Estético original apresenta no centro de sua página, como marca d’água, o busto de nosso patrono e musa, Rui Barbosa:


domingo, 10 de junho de 2012

POLÍTICA

Instaurada CPI para investigar suposta participação do orador grego Demóstenes na elaboração de apologia do Jogo do Bicho.



TELEVISÃO

Notório recluso, o escritor norte-americano Thomas Pynchon, ganha reality show, na MTV, nos moldes de The Osbournes. Segundo diretor da emissora, o programa deve acompanhar o cotidiano do autor de "O Arco-Íris da Gravidade", e de sua família - supondo que Pynchon tenha uma.



Lei que proíbe Filosofia de Boteco deve gerar polêmica em Porto Alegre


Porto Alegre – O prefeito de Porto Alegre, no RS, sancionou, nesta sexta-feira (08), em total acordo com a Secretária Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), a lei que proíbe a exasperante prática da filosofia barata em bares da cidade. Em meio a muita polêmica a lei, que deve entrar em vigor já na próxima semana, gera divergência entre governo, empresários e freqüentadores de bares.
De acordo com a nova lei fica expressamente proibida a emissão de pretensiosas proposições acerca de Política, Estética, Ética e, é claro, Metafísica, em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais (como cafés ou livrarias). O comerciante, Wilson Fernandes, dono do bar Papo Diletante (principal ponto de encontro de jovens universitários em Porto Alegre) vê com bons olhos a medida, não obstante temer a perda alguns clientes. “Me sinto um pouco dividido, pois receio que a molecada que freqüentava o bar, agora buscará um outro lugar para se reunir (talvez o Facebook)”, confessa Wilson. “Porém, trabalhar sem ter de ouvir um adolescente planejando um piquete contra o AI-5 ou questionando a causação em Hume, será, certamente, reconfortante”, regozija-se o dono do bar. No entanto, nem todos pensam desta maneira. Para o estudante de Ciências Sociais, na UFRGS, Marcos Goulart (23), a lei é um ataque, absurdo, à liberdade de expressão: “Weberianamente, falando, essa lei é parte de todo um aparelho repressor, organizado por um estado que, valendo-se da noção de racionalidade (...)” felizmente, no momento em que o estudante iniciaria um arrazoado acerca da relação entre o panóptico foucauldiano e os bares da capital gaúcha, um fiscal da Smic, que passava próximo ao local onde nossa equipe realizava a reportagem, decidiu pôr em prática a polêmica lei, com alguns dias de antecedência, e retirou o jovem dali - não sem antes confiscar sua Coleção Filosofinhos.  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ARTES & ESPETÁCULOS

Tati Quebra-Barraco e Mc Catra interpretam a famosa ópera de Bizet, Carmen, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob direção de Gerald Thomas. O espetáculo ocorre nos dias 02 e 04 de junho e tem o patrocínio da Sociedade Brasileira Cultural Relativista.

"Sociedade Brasileira Cultural Relativista: há dez anos aproximando Drummond de Mv Bill"



NOTA DE FALECIMENTO


Jornalista alemão, Marc Fischer, encarregado de analisar a obra do músico João Gilberto, morre de tédio após longas horas exposto às canções do gênio da bossa nova.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vídeo íntimo de Harold Bloom vaza na web

10 maio 2012 - É cada vez maior o número de intelectuais que tem seus vídeos íntimos divulgados na internet. Primeiro foi Virginia Woolf (o vídeo, no qual a escritora aparece banhando-se em um lago, próximo a sua residência  – ao que tudo indica em uma versão pouco ortodoxa de um concurso “Garota Camiseta Molhada” –, foi o mais visualizado, em fevereiro, no youtube); algumas semanas depois, fotos exibindo o sociólogo Gilberto Freyre, em momentos de grande intimidade, com um homem ainda não identificado, foram compartilhadas em todas as redes sociais (“são fotos antigas – de quando eu estava, nos EUA, estudando”, justificou-se o autor de Casa-Grande & Senzala). A vítima da vez é o professor e crítico literário norte-americano Harold Bloom. No vídeo, publicado nesta terça-feira (08), em um site americano, o paladino do cânone literário ocidental aparece bem à vontade, supostamente em seu gabinete na Universidade de Yale, lendo uma edição em brochura de The Shining, de Stephen King, autor que, até então, Bloom sempre criticara e considerara uma presença nociva à literatura norte-americana. Após uma rápida conversa com quem quer que esteja do outro lado da câmera, o autor de O Cânone Ocidental revela, com um gesto lascivo, à webcam, que The Pelican Brief (o Dossiê Pelicano), de John Grisham, lhe garantiu momentos de intenso prazer estético, nunca antes atingido com a leitura, por exemplo, de Macbeth.
Bloom alegou tratar-se de uma montagem grosseira (“provavelmente coisa de um desses filisteus, do Departamento de Estudos Culturais”, declarou em um comunicado à imprensa) e informou ainda que pretende processar o Google, caso o vídeo não seja retirado do ar. Não obstante as declarações do bardólatra, a Universidade de Yale considera, após a enorme repercussão do polêmico vídeo, um possível afastamento de Bloom.
Para ver o vídeo na íntegra clique aqui.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Friedrich Nietzsche lança-se na carreira musical


Admirador de música desde a infância, o bad boy da filosofia alemã, Friedrich Nietzsche, surpreendeu a todos, na semana passada, quando divulgou, em sua conta do twitter, que pretende trocar os livros pela guitarra. Segundo Nietzsche, a filosofia é uma atividade estéril e fadada ao ocaso, ao contrário do rock’n’roll que “colocado ao lado do mundo pode nos dar uma idéia do que deve ser entendido por justificação do mundo como fenômeno estético – além de nos trazer dinheiro e mulheres”. Fã confesso de The Who (“a guitarra de Thownsend é a flauta do deus Dionísio”, afirmou em entrevista a David Letterman), o filósofo já havia declarado, há alguns meses, que Assim falou Zaratustra, fora escrito a princípio como uma ópera rock, nos moldes do clássico de Pete Thownsend, Tommy. Mesmo assim, a notícia de que o garoto problema da filosofia alemã pretendia trocar o conforto da casa de sua mãe, em Weimar, pelos palcos, pegou a todos de surpresa. Notícia que foi confirmada na quarta-feira (25), quando Nietzsche postou em seu MySpace, dois clipes, no qual aparece tocando guitarra e cantando, com uma voz rascante, ao lado de uma banda de apoio. Com refrões poderosos como “the answer, my friend, is in my fucking aphorisms”, riffs dionisíacos e letras que abordam problemas típicos do universo jovem (como a equivocidade da moral, a psicologia da religião e a definição de um homem nobre) o autor de Além do Bem e do Mal, se tornou, em poucas horas, a grande aposta dos jornais ingleses, especializados em música, para 2012.
Na sexta-feira (27), Nietzsche divulgou, em seu perfil no Facebook, as imagens de uma jam session, onde aparece cantando Should I stay or should I go now (canção que, em sua opinião, retrata a dúvida engendrada pela fraqueza, inerente a natureza humana), e apontou como suas principais influências Wagner, Jerry Lee Lewis, Pete Thownsend e David Lee Roth.
O filósofo foi flagrado, na manhã desta segunda-feira (30), deixando a famosa sex shop, Sacher Masoch Artigos de couro, em companhia do roqueiro e amigo, Axl Rose (“a besta loura do hard rock”, brincou Nietzsche), e afirmou, sem falsa modéstia, que está “fadado a ser o maior rockstar que o ocidente já teve notícia”. 

domingo, 25 de março de 2012

Amazônia Oriental passa por processo de ocidentalização, afirmam especialistas



A queda da Cerca que dividia a Amazônia Oriental da Amazônia Ocidental, em janeiro deste ano, levou milhares de pessoas às ruas, ao redor de todo o mundo, em comemoração ao fim de 28 anos de repressão sofrida pela população no lado oriental. Agora, quase dois meses depois, os primeiros reflexos da queda da cerca já podem ser observados. No final de fevereiro, a famosa rede de fast-food McDonalds instalou uma franquia, na região do Rio Tapajós, empregando mais de 50 mundurukus. “Mim gostar de Big Mac”, afirmou Ajuricaba Nheengatu, chefe da tribo e agora gerente da lanchonete. E ainda em fevereiro, foi anunciada a construção de um shopping center, abrigando mais de 215 lojas, de diversos ramos, no município de Oiapoque, gerando mais de 800 vagas na região. O presidente das lojas Zara no Brasil, Juanito Verdugo, vê com bons olhos uma pareceria entre a loja e a mão-de-obra disponível na região. “Estudos realizados - por nossos especialistas – comprovam que a habilidade manual desenvolvida pelos garimpeiros mestiços, da região, é de grande utilidade para a colocação de zíperes em calças jeans”, comemora o empresário.
            A abertura política também revelou ao mundo o lado sombrio da Amazônia Oriental. Enquanto alguns maitapus enterram o passado de opressão, sob gargalhadas, assistindo pela primeira vez, desde a abertura política, a episódios de Friends e Two and Half Men, os tupinambás, exigem junto ao Ministério da Justiça a abertura dos arquivos registrados durante o período do regime ditatorial. Segundo eles, esses documentos produzidos e armazenados pela Apoema (a organização de polícia secreta e inteligência da Amazônia Oriental), detalhariam quais ocas eram mantidas sob vigilância, durante a vigência da Cerca da Amazônia, e ainda revelaria o paradeiro do Caipora, que poucos meses antes fora preso tentando deixar a Amazônia Oriental. 

Fotos da Cerca da Amazônia:




sexta-feira, 16 de março de 2012

Vodka Raskólnikov




A CONSCIÊNCIA CULPADA NÃO DEIXA VOCÊ DORMIR?


O CORPO ESQUARTEJADO, DAQUELA SENHORA USURÁRIA, AINDA É UMA PRESENÇA CONSTANTE EM SEUS PESADELOS?


VOCÊ ESTÁ QUASE CEDENDO À TENTAÇÃO DE CONFESSAR SEUS
CRIMES?



VOCÊ PRECISA EXPERIMENTAR A FAVORITA DOS HOMENS EXTRAORDINÁRIOS:

VODKA RASKÓLNIKOV
VODKA RASKÓLNIKOV: PARA BEBER SEM CULPA

Se beber, mantenha-se longe de machadinhas.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Grandes nomes revolucionários marcam presença no SPFW



O São Paulo Fashion Week vem se destacando, a cada temporada, por sua ousadia: se, em 2011, o grande diferencial do evento foi sua realização na reitoria da Universidade de São Paulo (USP) (confira as fotos abaixo), a edição deste ano foi literalmente revolucionária, ao contar com a presença de nomes como: Che Guevara, Mao Tsé-Tung e Vladimir Ilitch Lênin (mais conhecido como Lenine).
            Percebendo o forte apelo que o mundo fashion e as revoluções comunistas tem entre o público universitário, o visionário do universo da moda, Karl Lagerfeld, em uma inusitada parceria com três dos principais nomes quando o assunto é guerrilha socialista, trouxe ao Brasil uma coleção Outono-Inverno inspirada em temas de famosas insurreições. Che Guevara, que assina a coleção “Communist is the new Hipster”, tendo como tema os guerrilheiros de Sierra Maestra, trouxe às passarelas brasileiras looks em que os tons de verde e cáqui dominam a cartela de cores, ao lado das estampas camufladas, resgatando o estilo militar. Além de diferentes modelos de coturnos e jaquetas de sarja, próprios para o it boy que pretende armar uma emboscada nas florestas caribenhas. Os acessórios ficaram por conta das boinas e submetralhadoras Uzi. Já o russo, Vladimir Lênin, inspirado pelo intenso frio das prisões da Sibéria, apostou, com a coleção “Bolshevik wannabe”, em muita lã: de sobretudos a pesados tricôs. Sem deixar de lado os diversos modelos de ushanka (típico chapéu russo), com os quais os modelos desfilaram. “Se depender da minha coleção, comunista algum vai passar frio na hora do fuzilamento”, disse Lenine à imprensa. A coleção “We are socialists now”, assinada pelo chinês Mao Tsé-Tung (que encerrou o desfile em grande estilo, com muitos feridos e centenas de pessoas enviadas a campos de trabalho forçado), nos remeteu às táticas e ações da Guarda Vermelha, abusando de muitos looks vermelhos e de extrema violência. 

Confira as fotos do SPFW:















quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cid Moreira narra "Crítica da Razão Pura"

Após imortalizar belíssimas passagens, como “Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”, com sua inconfundível voz tonitruante, Cid Moreira anunciou, em seu twitter, que pretende presentear seus fãs e o mundo acadêmico, com a narração de um clássico da literatura filosófica: a Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant. “Eis chegada a hora. Príncipe negro do Idealismo, Senhor de todos os argumentos sintéticos a priori, conte-nos tudo, não sofisme” (@mistercidão), publicou o apresentador.
            Paliativo Estético esteve em Taubaté (SP), cidade natal de Cid Moreira, e conversou com o apresentador, enquanto este se preparava para a gravação dos comentários do DVD Mr. M: tears of the wizard. Segundo Cid Moreira, existe uma grande similitude entre a Crítica da Razão Pura e a Bíblia Sagrada, motivo que o levou a empreender a narração desse monumento filosófico. “A meu ver, a CRP está para os acadêmicos como a Bíblia está para os cristãos: não obstante suas passagens, até hoje, ininteligíveis, seus textos são, em sua quase totalidade, inquestionáveis”, explicou o locutor e apresentador, com sua voz prenhe de emoção e significados. “Vejo Kant como a antítese de Mister M – enquanto o Mago de Todos os Sortilégios revela-nos o que está por trás de toda a prestidigitação, o Príncipe Negro de Königsberg, esforça-se, como um mágico, por ocultar do espectador, toda a simples verdade, existente por trás de seus truques”, concluiu Cid Moreira.

Ainda nesta edição:
- uma deliciosa receita de pão ázimo com o escritor norte-americano Philip Roth;
- e Benito Mussolini grava CD com famosas canções românticas italianas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Deus: uma biografia não autorizada" é sucesso de vendas

Por quatro semanas consecutivas no topo da lista dos mais vendidos, do The New York Times, o livro Deus: uma biografia não autorizada, do jornalista Tom Bower, tem tudo para se tornar o grande best-seller da temporada. O retrato minucioso, em grande parte polêmico, Deste que é apontado, pela revista Forbes, como o segundo homem mais poderoso do mundo (para o antropólogo americano, Clifford Geertz, a queda na popularidade de Deus, se deve ao aparecimento, nas últimas décadas, de novas religiões panteístas e ao rápido crescimento do Google), perdendo apenas para o presidente Barack Obama, vem despertando controvérsias ao redor do mundo.
            Bower, conhecido na imprensa como “Coveiro”, por enterrar reputações, deixa claro, desde as primeiras páginas, que sua intenção é abordar temas delicados da vida e da carreira do Altíssimo. Ao longo das quase 800 páginas o biógrafo tenta desvendar como esse Sujeito, cujas origens são ainda um tanto obscuras, ascendeu ao poder de forma misteriosa e, no curto intervalo de um Big Bang, já era dono de um império que envolvia oito planetas, um cinturão de asteróides (adquirido, em 1997, pelo estilista Karl Lagerfeld, em um leilão beneficente) e uma cadeia de restaurantes no Texas. O capítulo mais polêmico do livro é, sem dúvida, o que Bower dedica ao difícil relacionamento do Divino com seu filho, Jesus Cristo. O jornalista teve acesso ao diário que Jesus manteve ao longo de quase toda sua vida (diário este redigido pelo apóstolo e amigo, Mateus, posto que o Messias sofria de um grave distúrbio de fala que lhe possibilitava apenas expressar-se na enfadonha forma de parábolas) e que revela profundos traumas no tocante a figura paterna. A partir dos trechos do diário, reproduzidos por Bower, vemos emergir a figura de um Filho ressentido com um Pai sovina (“É lamentável pensar que meu pai tinha poder o suficiente para pagar a melhor maternidade da Galileia, mas preferiu deixar que meu parto ocorresse naquela humilde estrebaria, em Belém – deve ser por isso que fui apelidado de ‘Rei dos Judeus’”, ironizou o Nazareno) e o retrato de um Pai intransigente, capaz de colocar o Filho de castigo, no deserto, por 40 dias longe da televisão.
            Em recente declaração, dada ao The Late Show, Tom Bower confessou que, durante anos, insistiu junto ao porta-voz do Todo-Poderoso, o Papa João Paulo II, solicitando uma entrevista com o alvo de sua biografia, no entanto, segundo o Papa, desde o divórcio com Maria, Deus tem se recusado a falar com a imprensa.
            Deus: uma biografia não autorizada contém fotos exclusivas – e raríssimas – das inesquecíveis férias do Altíssimo, em Saint-Tropez (quando, no sétimo dia, Ele descansou), além de depoimentos de amigos, como Santo Anselmo da Cantuária e o músico Frank Sinatra. O livro traz ainda um apêndice com uma entrevista exclusiva com dois famosos desafetos do Divino: Richard Dawkins e Friedrich Nietzsche (que, no século XIX, envolveu-se em uma polêmica ao publicar uma nota, no jornal Gazeta de Leipzig, informando que Deus morrera vítima de um argumento filosófico).


Sobre Deus: uma biografia não autorizada:

“Bower faz o retrato de um Deus tirânico, contudo brincalhão, um Pai onipotente, porém um tanto indolente. Polêmico. Impressionante. O melhor retrato de Deus, desde o Antigo Testamento.” – São João

“É como o corpo de Jó coberto de chagas: você não quer ver, mas é impossível desviar o olhar.” – Moisés

“Achei que meu pai fosse Deus” – Paul Auster

“Não, eu não sou.” – Pai de Paul Auster