Retrospectiva 2012

Relembre as principais notícias e eventos de 2012.

Música

Trombeteiros do Juízo Final reclamam da falta de oportunidade de empregos após fracasso do evento. "No Réveillon tivemos de tocar em um buffet, no Ceará", lamenta um dos músicos.

Economia

Após cancelamento do evento, filatelistas estimam queda nos valores dos selos do Apocalipse.

Mundo

Paquistão antecipa-se e inicia queima de fogos dois dias antes da virada do ano.

Cinema

Depois do sucesso de audiência do Julgamento do Mensalão, Marcos Valério foi convidado a interpretar Lex Luthor em novo filme do Homem de Aço.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quem somos nós?


Ao contrário do que você possa imaginar, estimado leitor, o presente texto não é um encômio ao documentário homônimo (produzido unicamente com a força do pensamento), que visava demonstrar como a física quântica pode auxiliar na preparação de uma deliciosa paella. Não. O presente texto pretende apenas saciar a curiosidade de nossos dois leitores, apresentando-lhes os membros que compõem nossa redação.


Barba Ruiva – Iniciou sua carreira no jornalismo e na pirataria sob a alcunha de Barba Negra, contudo uma acusação de racismo, o obrigou a alterar seu epíteto para Barba Ruiva. Trabalhou como repórter policial na extinta TV Tupi, de onde foi expulso após acusações – nunca provadas – de pilhagem. No final da década de 80 apresentou o saudoso talk show, Papagaio de Pirata, nas madrugadas da Rede Globo, no qual recebia convidados do mundo da rapinagem como o perneta Long John Silver e Paulo Maluf. Com seu estilo truculento e sanguinário, Barba Ruiva logo abocanhou o cargo de crítico literário em nosso hebdomadário e sua coluna é, hoje, uma das mais temidas do jornalismo cultural brasileiro.





Juanito Capote – Filho ilegítimo de Archulus Persons (pai de Truman Capote) e Consuela Carillo, uma mexicana que vivia ilegalmente sob a mesa de James Thurber, na The New Yorker, Juanito Carrillo, assume aos 25 anos o sobrenome artístico do irmão famoso e torna-se editor-chefe do boletim informativo do cartel mexicano Los Zetas. Durante anos, Juanito alegou ter sido ele, e não o irmão, o criador do chamado Novo Jornalismo (chegando mesmo a brigar na justiça para provar a autoria do gênero), até que, em 2005, percebeu que criara, na verdade, uma nova receita de guacamole. Em 2007, Juanito Capote muda-se para o Brasil e assume a seção de astrologia da revista Caros Amigos. Atualmente é nosso editor de política imigratória, além de colaborar frequentemente com as revistas Fronteiras – a revista do imigrante ilegal e Sombrero – Revista do Mexicano Estereotipado.


Catulo – Começou sua carreira de ilustrador desenhando pequeninos falos (certamente resquícios de sua herança minimalista) nos banheiros da Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual se formou com honrarias, ao apresentar no curso de Engenharia Cartográfica um suposto mapa da cidade perdida de Atlântida (mais tarde se verificou tratar-se de um mapa de Atlanta, a capital do estado norte-americana da Geórgia – a USP, no entanto, nunca desmentiu o feito de seu aluno). Debuta no mundo da arte ao ilustrar o clássico infanto-juvenil Arnold Friedman – Memórias de um pedófilo e, em 2008, Catulo recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Ilustração, por sua versão ilustrada, destinada aos analfabetos, da Bíblia Sagrada. Cartunista de Paliativo Estético desde sua fundação, Catulo já teve seu trabalho exposto no MASP, no Memorial JK e no quarto da minha esposa.




Um homem de amarelo – Um homem que passou a integrar nossa redação graças ao programa do governo federal que garante cotas às pessoas vestidas de amarelo. Sua coluna doe.














Oscar Wilde – Janota, homossexual e colunista de moda deste hebdomadário digital, Wilde estreou no jornalismo apresentando, ao lado da comediante Joan Rivers, o programa Fashion Police, no qual satirizava as roupas das celebridades. Contudo, um gracejo do escritor irlandês acerca das plásticas de Rivers, alterou os rumos do programa e, alguns meses depois, o autor de Dorian Gray foi substituído pela rotunda Kelly Osbourne. Em 1998, Oscar Wilde envolveu-se em outro escândalo quando foi preso em um banheiro público, de Los Angeles, na companhia do cantor George Michael. A dupla foi acusada de atentado gravíssimo ao pudor e Wilde foi condenado a dois anos de prisão – data deste período a publicação de uma de suas principais obras: Garganta Profundis. Após deixar a prisão, Oscar Wilde, agora uma celebridade no mundo GLS, assume publicamente seu namoro com Lance Bass (ex-integrante da boy band N’Sync) e passa a colaborar com as principais revistas de moda da Europa e Estados Unidos. Buscando fugir dos holofotes, no final de 2010, Wilde muda-se para o Brasil e torna-se um dos principais membros de nossa redação.


Um metafísico – Metafísico que, valendo-se de alguns axiomas, tenta provar a existência deste hebdomadário e da audiência da TV Escola.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

On the road

A aguarda adaptação cinematográfica, de Walter Salles, do clássico de Jack Kerouac:

Jogos Olímpicos

Esportes que já foram olímpicos:


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Conrad publica compilação de Logos de von Lenhard

A editora Conrad anunciou a publicação da série em quadrinhos Logos, criada na década de 40 pelo filósofo austríaco Josef von Lenhard em parceria com o premiado artista Will Eisner. Logos chega às livrarias esta semana, aproveitando a publicação das obras completas do filósofo, pela Cia das Letrinhas.
            A HQ, inédita no Brasil, reunirá as principais aventuras do super-herói, até hoje cultuado na Áustria. Lançado em 1946, o primeiro número da série, trazia o ranzinza e franzino professor de lógica, Heinz-Christian Bucher, consumido por um axioma radioativo (enquanto redigia um artigo para uma importante revista acadêmica), adquirindo, assim, super-poderes, tais como a capacidade de identificar argumentos logicamente falsos, ou o aguçado sentido de inferência. O traço primoroso de Eisner aliado ao brilhante texto de von Lenhard, garantiram o sucesso do personagem (segundo o filósofo e lógico-matemático, Willard Quine, Logos “representava para a filosofia do século XX a mesma revolução efetuada, alguns anos antes, pelo Tractatus de Wittgenstein” – Quine, como é sabido, era um grande admirador dos quadrinhos de super-herói e deixou extensos tratados sobre o Besouro Verde) e, no final dos anos 40, von Lenhard era presença constante na Comic-Com de San Diego. Para muitos críticos, a popularidade do herói devia-se a sua caracterização essencialmente humanizada: quando não estava combatendo Irracionalistas, ou submetendo seus alunos a tabelas de verdade, o alter ego de Logos, Heinz-Christian Bucher, entretinha-se acompanhando, pelo rádio, as intensas emoções do Campeonato Europeu de Canastra, ou cortejando – sem muito sucesso – sua paixão platônica, Hannah Arendt. Contudo, no início da década de 50, descontente com o êxito inesperado do personagem (uma importante grife alemã lançou uma linha de anáguas inspiradas na HQ), Josef von Lenhard decide matar Logos, encerrando, dessa forma, a série.
            No início da década de 80, a DC Comics adquire (da extinta editora alemã Chucrute Komiks) os direitos de publicação do personagem e os artistas Frank Miller e Todd McFarlane reúnem-se para lançar a graphic-novel Logos: A saga das proposições logicamente falsas”. Em 87, a produtora Miramax leva às telonas o filme Logos, com Rob Lowe no papel do herói e Molly Ringwald como Hannah Arendt; a produção, dirigida por Adrian Lyne e com trilha sonora assinada pelo grupo Queen, é um retumbante fracasso de público e crítica. De acordo a produtora, Logos (como outros heróis) caíra no esquecimento, em virtude da ascensão da filosofia pós-moderna, o que resultou no mau desempenho do filme, nas bilheterias.
            O primeiro volume de Logos tem 108 páginas e preço sugerido de R$ 49,90.